segunda-feira, 9 de maio de 2011

Metamorfoses múltiplas

Do nascer ao morrer
Passamos por infindas
Metamorfoses
Que nos trazem dor
Tolerância
Prazer
Amor
Fazendo-nos crescer
Melhorar enquanto ser humano
A depender de nossa permissão
Novamente as metamorfoses
Conosco ali estarão
Importante é comparar
O antes e o pós
Acompanhando todo o
Desenvolvimento em nós, pois
Nem sempre
Elas serão quistas
Nem tampouco bem vindas
Por vezes surreais
Causando nossos ais
Mas se necessário se faz
A presença da areia
Para a pérola nascer
Que venham as metamorfoses
A cada amanhecer
 
(by Mila Pires)


4 comentários:

  1. Muito lindo, profundo, e verdadeiro o seu poema!
    Aplaudo-te sempre minha amiga!

    Deixo carinhos pra ti, viu?
    Beijos

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  2. Separei esse texto para você Mila, bjs
    http://michelepsicologa.blogspot.com/2009/02/como-nascem-as-perolas.html
    a Natureza é sábia no que faz. não há absolutamente nenhum exemplo dado por Ela que nós não possamos tomar para refletir melhor sobre a nossa vida.um belíssimo exemplo que eu vou mostrar aqui, é como nascem as pérolas.a ostra, para poder sobreviver, ela tem que se abrir completamente para captar os nutrientes que estão presentes na água . acontece que em um momento em que ela se abre para poder se nutrir, e junto com o alimento ela termina por ingerir também algum corpo estranho, como um grão de areia, por exemplo.o grão de areia, ao adentrar na ostra fere o seu interior, causando danos à estrutura interna da concha. mas mesmo assim, a ostra necessita fazer esse movimento de abrir-se para captar nutrientes repetidas vezes, pois do contrário ela desfalece e morre.há algumas belezas nessa situação da ostra:ou se abre para se nutrir, mesmo sob o risco de causar algum sofrimento; ou do contrário, permanece hermeticamente fechada e morre por inanição.mas no que se resolve se abrir para se alimentar e sobreviver, ela corre o risco de se expor às ameaças externas, que estão presentes na água e vêm junto com o alimento. nesse risco eminente - entre a morte certa e a possibilidade de uma vida em sofrimento - ela naturalmente opta pela segunda opção, e ao se expor, é invadida pelo grão de areia.na invasão, a ostra, para aliviar o sofrimento e o incômodo que sente pelo grão de areia libera uma substância, que por sua vez é a mesma que compõe a proteção de suas conchas.e nisto vemos outra beleza na situação da ostra:a fim de cessar o sofrimento e o incômodo pelo grão de areia, ela deixa de cuidar da proteção externa e passa agora a tentar minimizar a dor e o sofrimento que sente, revestindo o grão de areia com o mesmo material que deveria estar reforçando as paredes externas de suas conchas. o nome dessa substância liberada chama-se madrepérola.daí que uma ostra que nunca passou por isso, nunca será capaz de produzir uma pérola.assim me vem a terceira beleza que posso observar sobre as ostras:suas pérolas são causadas pela dor e pelo sofrimento, e que por uma questão de amor-próprio e auto-preservação a reveste com aquilo que lhe é mais importante, a fim de que não sofra mais com os arranhões do grão de areia.logo, toda pérola é uma dor que chegou a seu termo pelo amor à Vida.

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  3. Valter, gosto muito da história da pérola.Rica em aprendizagem para a vida! É a natureza ensinando..." toda pérola é uma dor que chegou a seu termo pelo amor à Vida".
    Obrigada pelo post.
    Abraços.

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  4. Humm...metamorfose ambulante, já dizia Raul Seixas...Acho que somos seres em constante mutação psico-biológico-social e como escrevi uma vez, a maior metamorfose da qual não temos certeza, apenas teorias, que acontecerá a todos nós, é quando nós morrermos...

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